Escrevo-lhe agora em prantos.
Mas sem maiores dores. A dor que você me causou, se lhe deixa feliz, sim foi a pior de todas. E todas as que sinto hoje não são nada.
Minhas lágrimas não são suas.
São minhas lágrimas. Eu fui a única responsável por elas.
Por ter sido tão impressionável e tão fácil de conquistar.
Meia dúzia de palavras belas, tirada do dicionário dos cafajestes, alguns encontros casuais e dois planejados, beijos apaixonados e pronto. Eu era sua.
Tudo bem. Chega de prantos. Dou lugar agora a gargalhadas.
Como pude ser tão tolinha? Tão inocente?
Sei que é isso que se espera de uma garota de 15 anos no auge do primeiro amor.
Mas poxa, por você?
Você nem se esforçou e isso me faz querer gritar.
Faz-me querer voltar no tempo, porque eu olho pra você e não vejo nada!
Nem aquele brilho dos jovens, jovens apaixonados pela vida...
Eu não vejo um olhar sincero...
O olhar não muda, o sorriso não muda, a pose não muda, a postura é a mesma.
O mesmo carinha que me fez querer morrer de amor é o mesmo cara que me dá nojo, sentado à mesa de um bar sorrindo maliciosamente pra cada garota que passa.

Você.
É triste pensar que você ta fazendo a mesma coisa que fez comigo, com outras.
Não triste por ciúme ou qualquer coisa relacionada a afeto por você. É triste pensar nisso. Mas eu estou bem.
Triste por elas.
Que se apaixonam por esse rascunho de homem.
Por essa obra mal acabada.
Por um cara que ta tentando provar pra todo mundo, ser o cara que ele não é.
Gente da pior espécie.
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