Harry,
Você sumiu! Estou lhe escrevendo realmente implorando para que pare de se esconder e viva, homem! Não lhe reconheço mais...
Nunca mais deu noticias suas.
Não sei mais de você...
Sei que depois que aquela umazinha, Louise, partiu seu coração, as coisas mudaram.
Harry, nós sempre fomos amigos.
Era eu e você contra o mundo, lembra? E aí você se foi... e até lhe entendo.
Só peço que não desapareça para sempre. Pois seu irmão aqui sente saudades.
Muita coisa mudou.
E ela. Continua aqui.
E todas as noites você pode encontrá-la nos melhores bares da cidade.
Sempre vestindo roupas que provavelmente te enlouqueceriam.
Como sempre te enlouqueceram.
Sempre com um salto que dá um algo mais naquele corpo de 16 anos desenhado por anjos...Um algo mais...como se fosse necessário! Ela desfila com as amigas como se aqui fosse o seu palco. Nós, a plateia.
E você. O ingresso do espetáculo. Aquele que faz com que tudo que venha depois seja possível. Mas que é rasgado em mil pedaços logo em seguida.
Você. Você que colocou ela aqui.
Ela era só irresistível antes de você.
Hoje, tem uma multidão impressionada por ela ter feito o que fez. Com você.
Ter conquistado o amor de Harry Bridge, o cara que não se apaixonava por ninguém.
Por ela ter te feito sofrer. E por ultimo, ter te feito ir embora.
Não sei como ela fez isso.
Mas sei que ela era a única que poderia ter feito.
Sei também que você precisa voltar.
Não para dar o troco.
Não para tira-la do pedestal que você a colocou.
Não acho que isso seria possivel, amigo...
Peço que volte para vida. Que pare de se esconder e encare essas pernas esculpidas, esse rosto angelical, esses olhos diabolicos, tudo com micro roupas e muita maquiagem...Volte, Harry...
Acho que você deveria ver o que você fez com ela...Em que a tranformou!
E chegue devagar... Como quem pisa em terreno alheio...Cauteloso, e repare o que é aquela mulher e a sua 'gangue'...
E preste atenção: Crie uma cena, comece uma confusão, arranje um problema, uma encrenca, não adianta (e não importa), Harry, elas vão continuar se divertindo...
Um abraço e volte logo!
John.
domingo, 25 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Nos bastidores.
Amor...
E se.
Eu fizesse de tudo para que você se apaixonasse por mim?
Amor, será que daria certo?
Você, olharia pra mim com esses seus olhos de cristal, apaixonados?
Se, amor, eu usasse todos os meus truques para te enlouquecer...
Talvez agora você já estivesse ao meu lado...ou não.
Provavelmente não.
Não é difícil notar o quanto eu e você temos personalidades tão distintas.
Pra começar, amor, eu amo.
Você engana.
Você passa por mim e se quer nota.
Nem disfarça. Passa.
Arrastando contigo uma multidão de apaixonados. Tolos. Atrás de ti, minha rainha.
Você nunca se lembra deles. Nem fingi.
Ignora.
Você tem sua platéia.
Eu não estou nela. Eu fico ao seu lado no palco.
Enxugando cada gota de suor que ousar surgir.
Pronto para qualquer acaso.
Pronto pra improvisar.
Observo tudo. Te analiso.
Tento de mil maneiras arranjar uma pose que lhe agrade.
Sinto que estou quase lá.
Mas acho que não.
Provavelmente não.
Quando você. É tão melhor que eu.
E se.
Eu fizesse de tudo para que você se apaixonasse por mim?
Amor, será que daria certo?
Você, olharia pra mim com esses seus olhos de cristal, apaixonados?
Se, amor, eu usasse todos os meus truques para te enlouquecer...
Talvez agora você já estivesse ao meu lado...ou não.
Provavelmente não.
Não é difícil notar o quanto eu e você temos personalidades tão distintas.
Pra começar, amor, eu amo.
Você engana.
Você passa por mim e se quer nota.
Nem disfarça. Passa.
Arrastando contigo uma multidão de apaixonados. Tolos. Atrás de ti, minha rainha.
Você nunca se lembra deles. Nem fingi.
Ignora.
Você tem sua platéia.
Eu não estou nela. Eu fico ao seu lado no palco.
Enxugando cada gota de suor que ousar surgir.
Pronto para qualquer acaso.
Pronto pra improvisar.
Observo tudo. Te analiso.
Tento de mil maneiras arranjar uma pose que lhe agrade.
Sinto que estou quase lá.
Mas acho que não.
Provavelmente não.
Quando você. É tão melhor que eu.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
leviano?

Uma leve inspiração.
Algumas horas de sonho.
Um nascer do sol incandescente. E meu príncipe, você estraga tudo?
Não sei porque pecaste, quando eu, diferente de antigamente, me fiz tão devota a ti.
Tão presente.
Tentei relevar seu jeito de vilão. E me apeguei às doces palavras de mocinho...
Não sei se me usou. Ou apenas se passou seu tempo comigo, amor da realeza.
Tenho impressão de que não volta mais.
Mas você, ainda me procura.
Umas minhas, lhe viram com outras. E você, negaste.
Negas pra mim? Vai me esconder?
Ou tudo isso não passa de uma engraçada confusão onde no final nós dois vamos rir disso, juntos?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Multipla escolha
Ele vinha andando pela avenida mais agitada daquela minha pacata cidadezinha.
Era de um sorriso fácil e de um olhar que eu não sei explicar o que era aquilo.
Vestia sobre seu pescoço um cachecol azul que combinava com seus olhos.
Distraído sorria.
Olhava para frente. Pro infinito.
Hoje, desconfio de que olhava pra dentro de si. Para ela. Que morava tão nele como ele próprio. Não tinha me visto ainda.
Os cabelos escuros faziam uma dança com o vento. Com o cenário.
Cenário esse que era belíssimo.
Ele sorria um sorriso tímido e sem graça. Culpado.
Eric me fitou.
Vinha em direção a mim. Que já me encontrava no lugar combinado.
No mesmo banco. Da mesma praça. No mesmo horário. Esperando pelo mesmo rapaz.
Sentou-se. Ao meu lado.
E disfarçadamente pousou uma de suas mãos sobre uma de minhas mãos, que se entrelaçaram.
Eu sempre o esperava com o coração na mão.
Sempre tinha certeza de que alguma coisa ia dar errado.
Mas eu era sempre a única coisa errada que podia dar.
Sempre era perfeito.
Mas aquele olhar dele... Aquela expressão não era como de costume.
Era perigosa.
E só de lembrar, hoje, sinto a mesma aflição que senti quando naquela tarde fria, bonita, a minha profecia se realizou.
Disse-me “Rebecca, sabe que lhe amo, e que nunca vou esquecê-la... Mas isso já foi longe demais. Você sabe que preciso ir embora. Por favor, não dificulte as coisas pra mim. Sabe como dói perde-la... Mas sabe que não tenho escolha”.
Ele estava tão enganado sobre mim. Ou se fazia de.
Eu não fazia idéia do que ele estava me falando. Era tudo tão distinto da realidade que eu havia criado sobre a nossa história de beijos e pecado.
Eu era a outra a tempos. Já havia me acostumado com isso. E gostava.
Por favor... não me julgue mal. Entenda que no lugar que eu me encontrava eu não podia reclamar muito. Apenas tentava conseguir um lugar onde eu pudesse me enconstar quando fizesse frio, ou quando fizesse solidão... Lá fora... Mesmo que esse lugar não estivesse disponivel todo tempo que eu quizesse... enfim...Era mais meu do que dela... assim eu pensava noutros outonos.
Mas, única coisa que eu sabia e concordava com ele, era que tudo aquilo já tinha ido longe demais. Mas isso foi há tempos. E ele nunca se queixara.
Tínhamos outros encontros. Mais íntimos.
Em outros lugares. Quando nos encontrávamos ali era para alguma breve conversa que não viesse trazer suspeita sobre nós dois. Era como um filme de James Bond, ou qualquer coisa assim, só que muito mais interessante.
Dito isso. Ele se foi.
E eu sabia que nada estava acabado. Ainda.
Eric me enlouquecia.
Ele tinha muitas escolhas. O que eu não sabia era sobre eu, ser a ultima.
Eu nunca dificultei nada. Eu só não resisti os encantos daquele homem que, vamos combinar, ninguém resistiria.
Ao contrário do que disse, Eric, nunca me perdeu. Sempre estive aqui. Perdida sem ele.
Eu poderia ter rido se não fosse tão desesperador. Pra ser sincera, é, eu quase ri quando naquela tarde ele me veio com aquela conversa torta.
Era muito mais que inusitado.
Era surreal. Eric me deixar. Sempre pensei nisso. Com medo.
Mas sempre foi uma idéia sem pé nem cabeça.
Dessa vez. Desolada, eu podia ver.

Uma idéia com pés, cabeça, pernas, braços, mãos, olhar, cachecol, se levantando e indo embora.
Era de um sorriso fácil e de um olhar que eu não sei explicar o que era aquilo.
Vestia sobre seu pescoço um cachecol azul que combinava com seus olhos.
Distraído sorria.
Olhava para frente. Pro infinito.
Hoje, desconfio de que olhava pra dentro de si. Para ela. Que morava tão nele como ele próprio. Não tinha me visto ainda.
Os cabelos escuros faziam uma dança com o vento. Com o cenário.
Cenário esse que era belíssimo.
Ele sorria um sorriso tímido e sem graça. Culpado.
Eric me fitou.
Vinha em direção a mim. Que já me encontrava no lugar combinado.
No mesmo banco. Da mesma praça. No mesmo horário. Esperando pelo mesmo rapaz.
Sentou-se. Ao meu lado.
E disfarçadamente pousou uma de suas mãos sobre uma de minhas mãos, que se entrelaçaram.
Eu sempre o esperava com o coração na mão.
Sempre tinha certeza de que alguma coisa ia dar errado.
Mas eu era sempre a única coisa errada que podia dar.
Sempre era perfeito.
Mas aquele olhar dele... Aquela expressão não era como de costume.
Era perigosa.
E só de lembrar, hoje, sinto a mesma aflição que senti quando naquela tarde fria, bonita, a minha profecia se realizou.
Disse-me “Rebecca, sabe que lhe amo, e que nunca vou esquecê-la... Mas isso já foi longe demais. Você sabe que preciso ir embora. Por favor, não dificulte as coisas pra mim. Sabe como dói perde-la... Mas sabe que não tenho escolha”.
Ele estava tão enganado sobre mim. Ou se fazia de.
Eu não fazia idéia do que ele estava me falando. Era tudo tão distinto da realidade que eu havia criado sobre a nossa história de beijos e pecado.
Eu era a outra a tempos. Já havia me acostumado com isso. E gostava.
Por favor... não me julgue mal. Entenda que no lugar que eu me encontrava eu não podia reclamar muito. Apenas tentava conseguir um lugar onde eu pudesse me enconstar quando fizesse frio, ou quando fizesse solidão... Lá fora... Mesmo que esse lugar não estivesse disponivel todo tempo que eu quizesse... enfim...Era mais meu do que dela... assim eu pensava noutros outonos.
Mas, única coisa que eu sabia e concordava com ele, era que tudo aquilo já tinha ido longe demais. Mas isso foi há tempos. E ele nunca se queixara.
Tínhamos outros encontros. Mais íntimos.
Em outros lugares. Quando nos encontrávamos ali era para alguma breve conversa que não viesse trazer suspeita sobre nós dois. Era como um filme de James Bond, ou qualquer coisa assim, só que muito mais interessante.
Dito isso. Ele se foi.
E eu sabia que nada estava acabado. Ainda.
Eric me enlouquecia.
Ele tinha muitas escolhas. O que eu não sabia era sobre eu, ser a ultima.
Eu nunca dificultei nada. Eu só não resisti os encantos daquele homem que, vamos combinar, ninguém resistiria.
Ao contrário do que disse, Eric, nunca me perdeu. Sempre estive aqui. Perdida sem ele.
Eu poderia ter rido se não fosse tão desesperador. Pra ser sincera, é, eu quase ri quando naquela tarde ele me veio com aquela conversa torta.
Era muito mais que inusitado.
Era surreal. Eric me deixar. Sempre pensei nisso. Com medo.
Mas sempre foi uma idéia sem pé nem cabeça.
Dessa vez. Desolada, eu podia ver.

Uma idéia com pés, cabeça, pernas, braços, mãos, olhar, cachecol, se levantando e indo embora.
Um coração fora da lei
Há ladrões entre nós.
Contando todo tipo de mentiras. E mentiras.
E substituindo obras de arte por replicas.
E contando todo tipo de mentiras. E mentiras.
Que eu nunca contei pra você.
Você sabe o que tem em meu bolso? E você... Me considera inocente?
Não. Você não sabe. Você nunca soube. E nunca me conheceu tão bem quanto eu conheci você.
Esses ladrões roubaram você de mim e tudo que você poderia descobrir comigo.
Roubaram a história de nós dois.
E agora eu faço isso. Eu vivo disso. Eu vivo por você.
Sou uma fora da lei apaixonada. Indo sempre em sua direção. Enquanto você, foge.


É eu sei. E você também sabe. Que um amor assim. Um amor como o de nós dois.
É péssimo para os negócios.
Mas isso não vai fazer com que eu pare de te amar.
E isso não vai me fazer parar de chorar.
Isso não vai me fazer parar de chorar por você.
Eu não sou nenhum tipo de profeta, Amor, você sabe.
Apenas estou observando os fatos e prevendo que estamos prestes a presenciar uma tragédia. E não sei por que, mas sinto que vou sair perdendo.
Olhe pra mim. Não ligo. Aproveito a chance de conseguir alguns dólares. Algumas jóias, algumas histórias, alguns carinhos e quem sabe, alguns amassos.
Sei que sou culpada. E sei que isso vai me custar muito caro.
Alguns anos na cadeia. Alguns corações partidos... Vou levando...
Então...Por que você me olha desse jeito?
Não me olhe assim.
Só entenda que às vezes, a solidão é triste.
E que nós dois somos os únicos responsáveis.
Sempre fui uma tola por culpar terceiros.
Só nós dois fizemos essa bagunça.
Só nós dois.
Agora meu andarilho poeta, saiba...E escute da pessoa que vive entre arbustos esperando a melhor oportunidade de se aproximar. Escute de alguém que já sofreu muito e sabe que vai sofrer. Da pessoa que corre, que foge, que arrisca e que fere.
Dois corações partidos, Amor, não batem nenhum um pouco mais.
Contando todo tipo de mentiras. E mentiras.
E substituindo obras de arte por replicas.
E contando todo tipo de mentiras. E mentiras.
Que eu nunca contei pra você.
Você sabe o que tem em meu bolso? E você... Me considera inocente?
Não. Você não sabe. Você nunca soube. E nunca me conheceu tão bem quanto eu conheci você.
Esses ladrões roubaram você de mim e tudo que você poderia descobrir comigo.
Roubaram a história de nós dois.
E agora eu faço isso. Eu vivo disso. Eu vivo por você.
Sou uma fora da lei apaixonada. Indo sempre em sua direção. Enquanto você, foge.


É eu sei. E você também sabe. Que um amor assim. Um amor como o de nós dois.
É péssimo para os negócios.
Mas isso não vai fazer com que eu pare de te amar.
E isso não vai me fazer parar de chorar.
Isso não vai me fazer parar de chorar por você.
Eu não sou nenhum tipo de profeta, Amor, você sabe.
Apenas estou observando os fatos e prevendo que estamos prestes a presenciar uma tragédia. E não sei por que, mas sinto que vou sair perdendo.
Olhe pra mim. Não ligo. Aproveito a chance de conseguir alguns dólares. Algumas jóias, algumas histórias, alguns carinhos e quem sabe, alguns amassos.
Sei que sou culpada. E sei que isso vai me custar muito caro.
Alguns anos na cadeia. Alguns corações partidos... Vou levando...
Então...Por que você me olha desse jeito?
Não me olhe assim.
Só entenda que às vezes, a solidão é triste.
E que nós dois somos os únicos responsáveis.
Sempre fui uma tola por culpar terceiros.
Só nós dois fizemos essa bagunça.
Só nós dois.
Agora meu andarilho poeta, saiba...E escute da pessoa que vive entre arbustos esperando a melhor oportunidade de se aproximar. Escute de alguém que já sofreu muito e sabe que vai sofrer. Da pessoa que corre, que foge, que arrisca e que fere.
Dois corações partidos, Amor, não batem nenhum um pouco mais.
Da pior espécie
É engraçado pensar o quanto me dei tanto a você, pobre cretino.
Escrevo-lhe agora em prantos.
Mas sem maiores dores. A dor que você me causou, se lhe deixa feliz, sim foi a pior de todas. E todas as que sinto hoje não são nada.
Minhas lágrimas não são suas.
São minhas lágrimas. Eu fui a única responsável por elas.
Por ter sido tão impressionável e tão fácil de conquistar.
Meia dúzia de palavras belas, tirada do dicionário dos cafajestes, alguns encontros casuais e dois planejados, beijos apaixonados e pronto. Eu era sua.
Tudo bem. Chega de prantos. Dou lugar agora a gargalhadas.
Como pude ser tão tolinha? Tão inocente?
Sei que é isso que se espera de uma garota de 15 anos no auge do primeiro amor.
Mas poxa, por você?
Você nem se esforçou e isso me faz querer gritar.
Faz-me querer voltar no tempo, porque eu olho pra você e não vejo nada!
Nem aquele brilho dos jovens, jovens apaixonados pela vida...
Eu não vejo um olhar sincero...
O olhar não muda, o sorriso não muda, a pose não muda, a postura é a mesma.
O mesmo carinha que me fez querer morrer de amor é o mesmo cara que me dá nojo, sentado à mesa de um bar sorrindo maliciosamente pra cada garota que passa.

Você.
É triste pensar que você ta fazendo a mesma coisa que fez comigo, com outras.
Não triste por ciúme ou qualquer coisa relacionada a afeto por você. É triste pensar nisso. Mas eu estou bem.
Triste por elas.
Que se apaixonam por esse rascunho de homem.
Por essa obra mal acabada.
Por um cara que ta tentando provar pra todo mundo, ser o cara que ele não é.
Gente da pior espécie.
Escrevo-lhe agora em prantos.
Mas sem maiores dores. A dor que você me causou, se lhe deixa feliz, sim foi a pior de todas. E todas as que sinto hoje não são nada.
Minhas lágrimas não são suas.
São minhas lágrimas. Eu fui a única responsável por elas.
Por ter sido tão impressionável e tão fácil de conquistar.
Meia dúzia de palavras belas, tirada do dicionário dos cafajestes, alguns encontros casuais e dois planejados, beijos apaixonados e pronto. Eu era sua.
Tudo bem. Chega de prantos. Dou lugar agora a gargalhadas.
Como pude ser tão tolinha? Tão inocente?
Sei que é isso que se espera de uma garota de 15 anos no auge do primeiro amor.
Mas poxa, por você?
Você nem se esforçou e isso me faz querer gritar.
Faz-me querer voltar no tempo, porque eu olho pra você e não vejo nada!
Nem aquele brilho dos jovens, jovens apaixonados pela vida...
Eu não vejo um olhar sincero...
O olhar não muda, o sorriso não muda, a pose não muda, a postura é a mesma.
O mesmo carinha que me fez querer morrer de amor é o mesmo cara que me dá nojo, sentado à mesa de um bar sorrindo maliciosamente pra cada garota que passa.

Você.
É triste pensar que você ta fazendo a mesma coisa que fez comigo, com outras.
Não triste por ciúme ou qualquer coisa relacionada a afeto por você. É triste pensar nisso. Mas eu estou bem.
Triste por elas.
Que se apaixonam por esse rascunho de homem.
Por essa obra mal acabada.
Por um cara que ta tentando provar pra todo mundo, ser o cara que ele não é.
Gente da pior espécie.
terça-feira, 13 de julho de 2010
O que vai te fazer ficar?
Eu poderia, desesperada, pedir para que ficasse.
Mas eu já fiz isso tantas vezes e nunca impediu que você fosse pra longe de mim.
Eu poderia deitar-me ao seu lado e lhe prometer que serei sua pra sempre
Mas isso você já sabe.
Eu poderia, ainda, lhe implorar pra não mais me trair e me dizer a verdade sobre tudo que você faz escondido de mim.
Mas eu amo a maneira que você mente.
Amo a maneira que dói.
Amo você. E lhe mudar seria deixar de amar o que você é.
Mas pra você, mudar, seria reconhecer que me ama. E isso é o que mais quero.
Por favor, Amor, diga-me mais uma vez o que fazer...
Já tentei de tudo para tentar lhe convencer de que aqui comigo é seu lugar.

Sei que sou uma tola ao pensar que a mudança não será boa pra nós.
Ela será.
Mas é que eu te amei sempre.
Quando tudo começou e você era o maior dos cavalheiros, eu te amei.
E foi tudo uma constante mudança. Você mudou. E meu amor mudou contigo.
Continuei a lhe amar em meio a mentiras, pecados e esperas.
Lhe esperei dias. Noites e as vezes espero o meu antigo homem voltar a esse corpo que agora habita sei lá quem que eu amo.
Amo porque deixar de te amar não consta nas opções.
Você erra bastante, e raramente acerta.
Mas se você sumiu o dia inteiro e apareceu de madrugada com uma simples rosa arrancada de um canteiro da vizinhança, é como se tivesse estado ali todo o tempo.
Não faz mais isso comigo.
Eu sei que você vai fazer e sei que vou cair nessa mais um monte de vezes.
Mas lhe peço para que não faça Meu Amor, pois isso parece a coisa certa a ser feita.
Amo você. Mudando ou não, a verdade é essa.
Mas eu já fiz isso tantas vezes e nunca impediu que você fosse pra longe de mim.
Eu poderia deitar-me ao seu lado e lhe prometer que serei sua pra sempre
Mas isso você já sabe.
Eu poderia, ainda, lhe implorar pra não mais me trair e me dizer a verdade sobre tudo que você faz escondido de mim.
Mas eu amo a maneira que você mente.
Amo a maneira que dói.
Amo você. E lhe mudar seria deixar de amar o que você é.
Mas pra você, mudar, seria reconhecer que me ama. E isso é o que mais quero.
Por favor, Amor, diga-me mais uma vez o que fazer...
Já tentei de tudo para tentar lhe convencer de que aqui comigo é seu lugar.

Sei que sou uma tola ao pensar que a mudança não será boa pra nós.
Ela será.
Mas é que eu te amei sempre.
Quando tudo começou e você era o maior dos cavalheiros, eu te amei.
E foi tudo uma constante mudança. Você mudou. E meu amor mudou contigo.
Continuei a lhe amar em meio a mentiras, pecados e esperas.
Lhe esperei dias. Noites e as vezes espero o meu antigo homem voltar a esse corpo que agora habita sei lá quem que eu amo.
Amo porque deixar de te amar não consta nas opções.
Você erra bastante, e raramente acerta.
Mas se você sumiu o dia inteiro e apareceu de madrugada com uma simples rosa arrancada de um canteiro da vizinhança, é como se tivesse estado ali todo o tempo.
Não faz mais isso comigo.
Eu sei que você vai fazer e sei que vou cair nessa mais um monte de vezes.
Mas lhe peço para que não faça Meu Amor, pois isso parece a coisa certa a ser feita.
Amo você. Mudando ou não, a verdade é essa.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Em cacos

Deitada em um quarto escuro.
Abandonada.
Abandonada em prantos, em lágrimas e em devaneios.
Devaneios esses que quase apelam pra loucura, pra fantasia e para os gritos.
Murros e perguntas.
Perdida no tempo.
Tentando achar motivos para sair daquele esconderijo seguro.
Longe de tudo.
Ouvindo o seu silêncio gritante.
Olhando para as fotos como se fossem imagens de uma outra vida.
De um outro alguém que habitou nela antes dele ir embora...
Coração de pedra.
Coração de pedra em cacos.
Coração em cacos. Um coração chorando e sangrando.
Chorando porque estava doendo.
Um coração despedaçado sangra. E machuca.
Os nervos de aço. Porque eles deveriam ser assim agora.
Ela. Uma verdadeira expert no amor.
Agora. Abandonada. Perdida. E em cacos.
Em cacos fugindo daquele terror da vida real. Do mundo lá fora.
Aos berros. Calada. Sem fazer barulho.
De uma angústia brutal. O orgulho largado ás traças quando o único sentimento vivo nela era a vergonha.
A vergonha. O medo. E a loucura.
A saudade aflorava quando ela olhava pra cama e via os presentes que ganhara dele.
Mas a saudade passava quando a dor tomava conta. E seguia-se de lágrimas. Soluços. Berros. Murros. Perguntas. E então ela desviava o olhar da cama. E ia embora a saudade. Mais uma vez ela sentia seu coração.
Triste. Gelado. De pedra. E em cacos.
“Queria que me Amasses. Que me Amasses apaixonadamente. Que te sentisses perdida sem mim. Que te faltasse o ar longe de mim. Queria fazer-te voar quando ao teu lado. Queria fazer com que sonhasses acordada. Queria provocar tempestades e trovões. Já não me chega gostares de mim e da minha companhia. Isso era noutros tempos…”
Trecho retirado do blog “Cartas para Julieta”
terça-feira, 6 de julho de 2010
em minha defesa !!!!!
Se eu pudesse lhe dizer Bentinho,
se eu tivesse a chance de lhe dar um conselho,
apenas um conselho amigo,
eu lhe diria:
Não duvide do amor de Capitu.
Ela pode lhe parecer oblíqua e dissimulada,
mas não é. Assim parecem seus olhos,
mas não são.
É que Capitu é mulher, e a fêmea tem dessas coisas.
É capaz de esconder tristeza,
atrás de olhares furtivos ao nada,
e que se acaso esbarram num outro moço,
terminam por fazer tremer o chão da casa.
A casa antes segura traz amargura ao peito,
do homem amado que duvida.
Mas não há dúvida distinto cavalheiro.
Se esbarram num outro moço, é ao acaso,
e elas nem mesmo os vêem, é fato.
É triste que você não veja seu imenso amor,
este amor que ela lhe dá com sutileza,
que não anda aos berros aos quatro cantos,
mas que prospera com a delicadeza de uma canção,
acorde depois de acorde.
O amor que se deita em seus braços sem furor,
que apenas deita e repousa,
o amor que sorri em agradecimento,
sem dizer muitas palavras,
pois se ela tem olhos de ressaca,
quantas outras coisas mais pode dizer com o olhar,
se souber ver de enxergar, rapaz.
Vá, anda, antes que se torne um velho infeliz,
confie nela, confie, pois tem a melhor das mulheres,
a mais devotada, uma incansável borboleta,
a bater suas asas ao seu redor,
a lhe emprestar sua cor,
a lhe entregar os passos de sua dança,
o doce sussurro de seus pés a riscar o chão,
fechando um círculo, onde ela lhe acolhe e protege.
Vá, abrace-a, afaste-a da tristeza, seja feliz, faça-a feliz, ame-a.
Você sozinho, não seria nada, não passaria de uma idéia,
rabiscada e deixada às traças.
Sem ela, o livro de sua vida, nem teria sido escrito.
Fonte: http://emterapia.wordpress.com/2009/07/22/defesa-de-capitu/
Capitu.
se eu tivesse a chance de lhe dar um conselho,
apenas um conselho amigo,
eu lhe diria:
Não duvide do amor de Capitu.
Ela pode lhe parecer oblíqua e dissimulada,
mas não é. Assim parecem seus olhos,
mas não são.
É que Capitu é mulher, e a fêmea tem dessas coisas.
É capaz de esconder tristeza,
atrás de olhares furtivos ao nada,
e que se acaso esbarram num outro moço,
terminam por fazer tremer o chão da casa.
A casa antes segura traz amargura ao peito,
do homem amado que duvida.
Mas não há dúvida distinto cavalheiro.
Se esbarram num outro moço, é ao acaso,
e elas nem mesmo os vêem, é fato.
É triste que você não veja seu imenso amor,
este amor que ela lhe dá com sutileza,
que não anda aos berros aos quatro cantos,
mas que prospera com a delicadeza de uma canção,
acorde depois de acorde.
O amor que se deita em seus braços sem furor,
que apenas deita e repousa,
o amor que sorri em agradecimento,
sem dizer muitas palavras,
pois se ela tem olhos de ressaca,
quantas outras coisas mais pode dizer com o olhar,
se souber ver de enxergar, rapaz.
Vá, anda, antes que se torne um velho infeliz,
confie nela, confie, pois tem a melhor das mulheres,
a mais devotada, uma incansável borboleta,
a bater suas asas ao seu redor,
a lhe emprestar sua cor,
a lhe entregar os passos de sua dança,
o doce sussurro de seus pés a riscar o chão,
fechando um círculo, onde ela lhe acolhe e protege.
Vá, abrace-a, afaste-a da tristeza, seja feliz, faça-a feliz, ame-a.
Você sozinho, não seria nada, não passaria de uma idéia,
rabiscada e deixada às traças.
Sem ela, o livro de sua vida, nem teria sido escrito.
Fonte: http://emterapia.wordpress.com/2009/07/22/defesa-de-capitu/
Capitu.
honestidade enrustida
Palavras se voltam para mim como o mais duro dos corações.
Geladas.
Como uma arma na mão de uma pessoa que sabe bem o que fazer. E sabe exatamente quem ferir.
Não me julgo – nem me iludo - uma santa nessa história toda.
No começo. Quando éramos só nós dois eu não dei o devido valor aquele carinha que só sabia me agradar e me encher de doces caricias.
Fui leviana com o coração de um jovem apaixonado.
Mas caro leitor, não me julgue mal. Eu nunca soube lidar com corações apaixonados.
Nem com o meu. Que dirá do dele... que eu nem sequer notava.
Eu era uma verdadeira dama ao lado do Edgar. Sempre o elogiava. O beijava. O acariciava e lhe mostrava o quanto era feliz de estar do seu lado.

Mas, acredito que esse seja meu maior problema. Eu estou sempre feliz ao lado da maioria dos rapazes. Não sou muito exigente quanto a isso. Não precisa ter músculos, inteligência ou posses (mas creio que ele tinha!). Basta que me ame e não tenha vergonha de demonstrar isso. Pensando bem... Não precisa me amar. Basta que demonstre.
Nunca fui exigente. Sentimento grátis. Puro. Esse sempre foi o meu lema. E como disse meu maior problema.
Então, Ed acreditava que tudo que eu sentia era recíproco, mas o que ele via era a mesma coisa que todos os outros viam. E eu não os culpo. Eu sou mesmo difícil de entender. Não exijo tratamento diferenciado. Não sou fresca. Sou amante da vida. E ele não queria isso. Mas também nunca soube de verdade o que eu era. A honestidade enrustida.
Do tipo que se você pergunta “Você me ama mesmo?”, vai escutar um belo ‘não’ seguido de um leve sorriso. Mas que nunca vai lhe dar motivos para duvidar do contrario.
Ed, depois de 3 meses de intermináveis noites mal dormidas e breves encontros cansou-se de meus atrasos, minhas renuncias e de meus devaneios.
Nos perdemos nos passos da vida. E agora nos encontramos para velar uma morte.
A minha morte. De tudo que fui antes de conhecê-lo e de tudo que agora sinto saudade em mim. A minha originalidade.
Ser igual aos outros nunca foi minha diversão.
O meu prazer era no novo. No inusitado e no desconhecido. Ed era isso.
Uma palavra da minha divertida cruzadinha que depois que descobri todas as letras perdeu completamente a graça e tive que partir para outra.
Desistir e parar, é bom saber, nunca foi o meu forte.
Ele era isso. Mais um em meio a tantos sorrisos, perfumes e objeções.
E agora, Ed tinha outra.
Ele foi o único dos meus que não pirou.
O Tony se casou com uma maluca que toca violão nas ruas do Brooklin, Antonella.

E depois de cinco meses com ela me mandou uma carta dizendo que ela só o fazia feliz porque tinha o meu sorriso e chamou-o de Tony uma vez. Foi nessa vez que ele a pediu em casamento. O nome dele é Eduardo. Não me peçam maiores explicações. Não sei por que cargas d’agua eu o chamava assim. Só sei que a maluca fez o mesmo.
O outro também não se deu bem na vida, o Bill, saudoso Bill. Sempre tão disposto. Tão bom e tão lindo. Aquele ar que ele tinha de homem vivido, de que passou a vida toda experimentando mulheres até encontrar a mim sempre me aguçava a soberba. E eu adorava aqueles braços. Aquele corpo e o sexo... O sexo era tão bom. Bill.
Bill perdeu-se em meus encantos – palavras do próprio – e entrou no seminário quando me viu com outro homem. Mas uma vez, leitor amigo, não me julgue mal. Eu nunca assumi nenhum compromisso com nenhum desses homens. Eles assumiam comigo. Eu nem pedi desculpas. E nem teria porque pedir. Bill chorou durante duas semanas e 14 telefonemas desesperados. Não o atendi nenhuma vez. Só o ouvia na secretaria eletrônica. Eu vi que o Bill tinha perdido o juízo e agora de uma vez, o coração.
Bill, Tony, Ed.
Tive outros, mas com certeza esses foram os melhores.
Ed.
Estava tão bem. Tão novo e tão bonito.
Quando me viu sentada, meio bêbada, no bar ‘Passion’. Veio correndo pros meus braços contando a boa nova. Iria se casar. Estava apaixonado, com saudade de mim, eu estava linda e ele não me esqueceu.
Passion. Ele dizia que o bar combinava comigo.
Como pude resistir?
Eu não falei da minha roupa. COMO ELE PODERIA RESISTIR? Era o Ed. Ele nunca resistiria.
Fomos pra um motel barato porque eu me apressava em tirar as roupas.
E lá eu conheci o amor. Eu respirei o amor. Gozei o amor. Beijei o amor. E por fim.
Despedi-me dele.
Deitada naquele colchão duro, de um quarto feio, de uma rua que eu não conhecia.
Ainda nua, fumei um cigarro e esperei a coragem aparecer para então encarar as conseqüências da noite passada.
Era ele. Era o Ed que eu queria.
Sim. Iríamos ficar juntos.
Antonella.
Esse era o nome dela. A mesma maluca que casara com meu Tony meses antes, era a mesma que iria se casar com meu Ed. Quanta ousadia dela. Ter o meu sorriso.
Descartável. Uma réplica por mais que seja bem parecida com a original, é sempre uma cópia. E quanto a isso ela não tinha tanta ousadia assim.
Ed era o homem da vez. E pra sempre. Casei-me com ele apaixonada.

Deslumbrante. Entorpecida de um amor que eu desconhecia antes daquele noite de pecado.
Passion.
Era assim que eu agora o chamava.
Vocês apostariam nisso? Depois de tudo que expus sobre mim, desgraçado leitor, vocês apostariam em mim?
Não o trai. Isso não. Não sei bem se posso dizer isso, pois olhei para outros homens – e isso já é uma traição - e deixei ser olhada. Fiz por onde. Não o abandonei logo no inicio, por preguiça.
Mas não durou mais que um ano, se bem me recordo.
Ele viajou a negócios e quando voltou eu havia ido embora.
Fui para chamada pra um desfile na semana de moda em Paris. Era uma chance única na minha carreira. Fui.
Não deixei um bilhete. Um telefone e nem um vestígio.
Era como se eu nunca tivesse existido.
Não sei que fim teve Ed.
Sei de uma maluca. Uma que tocava nos bairros sombrios de Nova York.
Aquela maluca parecia seguir meus passos sempre uns dez degraus abaixo.
Eu acordei cedo com energia pro desfile e a encontrei nos arredores da minha já nova casa. Com um violão e um vestido de cetim estranho. Parecia uma cigana. Suja. Era alma lavada, carne, dente, ossos e coração. Era um coração despedaçado, dilacerado, abandonado. E com muita munição.
Antonella era pena. Era dó. Era uma fúria que eu sei lá de onde vem.
Uma dor que me estremeceu e que mexe comigo até hoje.
Era um banho de agua fria em um coração quente e descuidado.
Palavras que se voltam para mim como o mais duro dos corações.
Geladas.
Como uma arma, na mão de uma pessoa que sabe bem o que fazer. E sabe exatamente quem ferir.
Capitu.
Geladas.
Como uma arma na mão de uma pessoa que sabe bem o que fazer. E sabe exatamente quem ferir.
Não me julgo – nem me iludo - uma santa nessa história toda.
No começo. Quando éramos só nós dois eu não dei o devido valor aquele carinha que só sabia me agradar e me encher de doces caricias.
Fui leviana com o coração de um jovem apaixonado.
Mas caro leitor, não me julgue mal. Eu nunca soube lidar com corações apaixonados.
Nem com o meu. Que dirá do dele... que eu nem sequer notava.
Eu era uma verdadeira dama ao lado do Edgar. Sempre o elogiava. O beijava. O acariciava e lhe mostrava o quanto era feliz de estar do seu lado.
Mas, acredito que esse seja meu maior problema. Eu estou sempre feliz ao lado da maioria dos rapazes. Não sou muito exigente quanto a isso. Não precisa ter músculos, inteligência ou posses (mas creio que ele tinha!). Basta que me ame e não tenha vergonha de demonstrar isso. Pensando bem... Não precisa me amar. Basta que demonstre.
Nunca fui exigente. Sentimento grátis. Puro. Esse sempre foi o meu lema. E como disse meu maior problema.
Então, Ed acreditava que tudo que eu sentia era recíproco, mas o que ele via era a mesma coisa que todos os outros viam. E eu não os culpo. Eu sou mesmo difícil de entender. Não exijo tratamento diferenciado. Não sou fresca. Sou amante da vida. E ele não queria isso. Mas também nunca soube de verdade o que eu era. A honestidade enrustida.
Do tipo que se você pergunta “Você me ama mesmo?”, vai escutar um belo ‘não’ seguido de um leve sorriso. Mas que nunca vai lhe dar motivos para duvidar do contrario.
Ed, depois de 3 meses de intermináveis noites mal dormidas e breves encontros cansou-se de meus atrasos, minhas renuncias e de meus devaneios.
Nos perdemos nos passos da vida. E agora nos encontramos para velar uma morte.
A minha morte. De tudo que fui antes de conhecê-lo e de tudo que agora sinto saudade em mim. A minha originalidade.
Ser igual aos outros nunca foi minha diversão.
O meu prazer era no novo. No inusitado e no desconhecido. Ed era isso.
Uma palavra da minha divertida cruzadinha que depois que descobri todas as letras perdeu completamente a graça e tive que partir para outra.
Desistir e parar, é bom saber, nunca foi o meu forte.
Ele era isso. Mais um em meio a tantos sorrisos, perfumes e objeções.
E agora, Ed tinha outra.
Ele foi o único dos meus que não pirou.
O Tony se casou com uma maluca que toca violão nas ruas do Brooklin, Antonella.

E depois de cinco meses com ela me mandou uma carta dizendo que ela só o fazia feliz porque tinha o meu sorriso e chamou-o de Tony uma vez. Foi nessa vez que ele a pediu em casamento. O nome dele é Eduardo. Não me peçam maiores explicações. Não sei por que cargas d’agua eu o chamava assim. Só sei que a maluca fez o mesmo.
O outro também não se deu bem na vida, o Bill, saudoso Bill. Sempre tão disposto. Tão bom e tão lindo. Aquele ar que ele tinha de homem vivido, de que passou a vida toda experimentando mulheres até encontrar a mim sempre me aguçava a soberba. E eu adorava aqueles braços. Aquele corpo e o sexo... O sexo era tão bom. Bill.
Bill perdeu-se em meus encantos – palavras do próprio – e entrou no seminário quando me viu com outro homem. Mas uma vez, leitor amigo, não me julgue mal. Eu nunca assumi nenhum compromisso com nenhum desses homens. Eles assumiam comigo. Eu nem pedi desculpas. E nem teria porque pedir. Bill chorou durante duas semanas e 14 telefonemas desesperados. Não o atendi nenhuma vez. Só o ouvia na secretaria eletrônica. Eu vi que o Bill tinha perdido o juízo e agora de uma vez, o coração.
Bill, Tony, Ed.
Tive outros, mas com certeza esses foram os melhores.
Ed.
Estava tão bem. Tão novo e tão bonito.
Quando me viu sentada, meio bêbada, no bar ‘Passion’. Veio correndo pros meus braços contando a boa nova. Iria se casar. Estava apaixonado, com saudade de mim, eu estava linda e ele não me esqueceu.
Passion. Ele dizia que o bar combinava comigo.
Como pude resistir?
Eu não falei da minha roupa. COMO ELE PODERIA RESISTIR? Era o Ed. Ele nunca resistiria.
Fomos pra um motel barato porque eu me apressava em tirar as roupas.
E lá eu conheci o amor. Eu respirei o amor. Gozei o amor. Beijei o amor. E por fim.
Despedi-me dele.
Deitada naquele colchão duro, de um quarto feio, de uma rua que eu não conhecia.
Ainda nua, fumei um cigarro e esperei a coragem aparecer para então encarar as conseqüências da noite passada.
Era ele. Era o Ed que eu queria.
Sim. Iríamos ficar juntos.
Antonella.
Esse era o nome dela. A mesma maluca que casara com meu Tony meses antes, era a mesma que iria se casar com meu Ed. Quanta ousadia dela. Ter o meu sorriso.
Descartável. Uma réplica por mais que seja bem parecida com a original, é sempre uma cópia. E quanto a isso ela não tinha tanta ousadia assim.
Ed era o homem da vez. E pra sempre. Casei-me com ele apaixonada.

Deslumbrante. Entorpecida de um amor que eu desconhecia antes daquele noite de pecado.
Passion.
Era assim que eu agora o chamava.
Vocês apostariam nisso? Depois de tudo que expus sobre mim, desgraçado leitor, vocês apostariam em mim?
Não o trai. Isso não. Não sei bem se posso dizer isso, pois olhei para outros homens – e isso já é uma traição - e deixei ser olhada. Fiz por onde. Não o abandonei logo no inicio, por preguiça.
Mas não durou mais que um ano, se bem me recordo.
Ele viajou a negócios e quando voltou eu havia ido embora.
Fui para chamada pra um desfile na semana de moda em Paris. Era uma chance única na minha carreira. Fui.
Não deixei um bilhete. Um telefone e nem um vestígio.
Era como se eu nunca tivesse existido.
Não sei que fim teve Ed.
Sei de uma maluca. Uma que tocava nos bairros sombrios de Nova York.
Aquela maluca parecia seguir meus passos sempre uns dez degraus abaixo.
Eu acordei cedo com energia pro desfile e a encontrei nos arredores da minha já nova casa. Com um violão e um vestido de cetim estranho. Parecia uma cigana. Suja. Era alma lavada, carne, dente, ossos e coração. Era um coração despedaçado, dilacerado, abandonado. E com muita munição.
Antonella era pena. Era dó. Era uma fúria que eu sei lá de onde vem.
Uma dor que me estremeceu e que mexe comigo até hoje.
Era um banho de agua fria em um coração quente e descuidado.
Palavras que se voltam para mim como o mais duro dos corações.
Geladas.
Como uma arma, na mão de uma pessoa que sabe bem o que fazer. E sabe exatamente quem ferir.
Capitu.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
meu homem
De fato ele é charmoso. Como disseram que ele era.

Com gestos maliciosos.
E um sorriso sempre sarcástico.
Não entendo como a companhia dele me causa esse bem.
Não deveria causar.
Mas qualquer expressão feita por ele.
Causa-me arrepios.
“Desculpe se me sinto assim”
Queria dizer.
Mas foi nessa hora que ele tirou a camisa.
E eu pirei.
Ele sabe o poder que tem sobre mim. E abusa.
Os músculos envoltos por pele, por braços.
Por mim.
Eu o seguro forte e deixo-me ser completamente entregue.
Deitada sobre o chão gelado e calado no terceiro andar. De um corredor escuro.
De uma escola mal assombrada.
Seu corpo quente sobre o meu.
Transpondo todo sua maldade pra fora.
Toda sua doçura.
E todo seu charme.
Nada foi embora e meu toque o afeta.
A idéia de que algo que eu fizesse tivesse efeito naquela criatura seráfica, pra mim, era mágico.
E o toquei mais de uma vez. Como ele fez comigo.
Ele tentou por tantas vezes dizer exatamente o que sentia por entre tantas meias palavras. Que enlouquecia.
E o meu ‘eu te amo’ nunca foi dito.

Com gestos maliciosos.
E um sorriso sempre sarcástico.
Não entendo como a companhia dele me causa esse bem.
Não deveria causar.
Mas qualquer expressão feita por ele.
Causa-me arrepios.
“Desculpe se me sinto assim”
Queria dizer.
Mas foi nessa hora que ele tirou a camisa.
E eu pirei.
Ele sabe o poder que tem sobre mim. E abusa.
Os músculos envoltos por pele, por braços.
Por mim.
Eu o seguro forte e deixo-me ser completamente entregue.
Deitada sobre o chão gelado e calado no terceiro andar. De um corredor escuro.
De uma escola mal assombrada.
Seu corpo quente sobre o meu.
Transpondo todo sua maldade pra fora.
Toda sua doçura.
E todo seu charme.
Nada foi embora e meu toque o afeta.
A idéia de que algo que eu fizesse tivesse efeito naquela criatura seráfica, pra mim, era mágico.
E o toquei mais de uma vez. Como ele fez comigo.
Ele tentou por tantas vezes dizer exatamente o que sentia por entre tantas meias palavras. Que enlouquecia.
E o meu ‘eu te amo’ nunca foi dito.
Assinar:
Comentários (Atom)