
Vamos parar pra reparar nelas.
O modo que dançam e o modo que passam e o modo que não sei como fazem, me deixam assim.
Nas curvas.
O modo que rodopiam e que se equilibram e que se contorcem e que sem que eu perceba falo delas com você.
Você me disse pra não tocar mais nesse assunto.
Você já me disse muitas coisas...
Você nunca me acrescentou nada. E veja... O modo que elas sorriem e piscam pra mim e respiram mais perto e sem que eu as perceba sobre a minha pele gelada, já se esvaíram das minhas mãos escorregadias e teimosas que mesmo eu já não mais querendo, uma delas ainda insiste em segurar a sua.
Sua mão manchada de um amor que não é meu.
Um amor forasteiro e desbravador.
Amor esse que já me doeu.
Mas ai olho pra elas e veja o modo com que desfilam e com que repetem e como pedem e teimam, se metem e mentem e eu acredito.
Acredito e quando as vejo indo embora acredito que elas vão ficar.
Elas vão. Vão embora...
E vejo que aquele amor não me dói mais.
Dói ver que elas foram embora.Indo embora e veja... veja como me olham...
Dançando, passando, sorrindo, piscando pra mim, fugindo de mim, rodopiando, se equilibrando e se contorcendo, me doendo, me sentindo me cheirando.
E me deixando assim...
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