Eu nunca tive a intenção de te machucar. Antes.
Quando te conheci pensei em você como uma bailarina na caixinha de musica. Delicada. Intocável. E só minha.
E eu achava o nosso amor bonito.

E quando eu ficava ao seu lado a neve parecia ser mais branca, quando inverno.
No verão o calor do seu corpo era fresco e o sol brilhava só pra gente.
E pra todos os apaixonados...
E a lua, quase todas as noites, lia poesias pra nós dois. Sobre nos quase sempre.
Ta bom, vai, o nosso amor era bonito...
Tudo ia bem e eu tinha certeza que seria pra sempre.
Mas a vida vai sempre provando pra gente que estamos errados. E ela fez isso comigo.
Ou melhor. Você fez.
Se eu dissesse que foi tudo previsível eu estaria mentindo.
Foi um clássico.
O melhor amigo com a namorada... Mas previsível não.
Clichê apenas...
Também não vou ser hipócrita e dizer que não dói. Que eu não te amava. Que eu não quis brigar com o mundo. Por tudo. Que sangrava aqui dentro... Não vou mentir...
Mas as pessoas mudam e o mundo gira.
Foi o que aconteceu.
Eu te aceitei de volta, não aceitei?
Eu não disse que as coisas iriam ficar bem entre nós dois.
E muito menos de que eu continuaria te amando e sendo o mesmo homem tão devoto a você.
Te aceitei de volta porque sempre que to longe eu sinto a sua falta. Porque o sexo é bom e porque vamos combinar, é sempre bom dar o troco.
E quando eu disse que os maus momentos tinham ficado pra trás, meu Amor, eu menti.
Tenho que concordar. Não com você. Mas com as suas atitudes que muitas vezes falaram mais alto do que qualquer palavra que saiu da sua boca durante todo o tempo que ficamos juntos. Estava sempre fingindo.
Enfim. Tenho que concordar.
É bem divertido passar as madrugadas em claro.
Rindo.
Em qualquer rua escura. Em qualquer bar mal assombrado por corações partidos.
Em qualquer lugar desde que seja bem longe de você.
Meu amor.
Quem esta rindo agora?
Não digo que me arrependo e nem quero suas desculpas.
Apenas lamento. Mas Amor, um rosto bonito e um vestido curto como o seu, sinto muito, mas não valem a recompensa. Da caçada e dos meus infinitos prazeres.
Lamento por você, querida.
Por, metaforicamente, morrer com o veneno que me deu pra beber.
Vamos lá.
Levante desse chão gelado.
Não seja tão sentimental quando na verdade esse nosso amor foi puramente acidental.
Ele nunca foi feito pra ser nada mais do que uma memória pra você.
Tenho que ser honesto com você.
Pelo menos dessa vez.
Eu só vou partir seu coraçãozinho.
Assistir você cair.
Rir um pouco dos ferimentos.
Tentar fazer você se calar.
E finalmente, ir embora ouvindo você implorar pra que eu fique.

Ainda não sei bem se perdemos tempo. O que sei é que eu ganhei algumas boas experiências.
E tudo valeu a pena.
Não sei como vai ser daqui pra frente, pois admito que não me vejo sem seus beijos, seus carinhos, seus presentes, seu perfume, mas principalmente, Amor, não me vejo sem suas lágrimas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário