Te vendo hoje e me afastando. Chegando mais perto. Não vendo nada.
E embora eu acredite que essa ferida exposta, antiga já tenha parado de doer noutros tempos, ela ainda arde e queima nos dias de chuva.
Nos dias de frio.
Latejando. Gritando e sendo esquecida por alguém que já enjoou dela. Porque sofrer cansa. E você me cansou bastante com essa mania de sempre ir embora sem me avisar. De virar as costas. Com essa mania chata de me deixar aqui. Te amando.
Às vezes, sem sentir dor, me pego lembrando as vezes que nos seus braços eu fui feliz, nos lugares mais contraditórios.

Mas sei lá, assim, desse jeito, não dói mais.
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